quinta-feira, 22 de julho de 2010

cinzento ar
cinzento o nosso perfume
espelhos da nossa vida descantada
apenas o néon das fachadas cintilam artificialmente as coras que roubam ao homem a sua mania de viver.

leva-me os olhos de gaivota
e deixa-os cair lá longe
naquela ilha sem rota
la onde os cravos e os jasmins
nunca se repetem nos jardins
la onde toda a mesma areia
tece a mesma teia na escuridão das mesmas casas
la onde toda a noite canta uma sereia
e a lua tem asas...

Guida

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